Requiem

No dia em que eu morrer, quero que ouçam Portishead

e que aprendam que só na dor há a cura.

No dia em que eu morrer, quero que toda declaração seja previamente escrita e lida por uma outra pessoa

e que aprendam na dor do outro a lidar com a sua própria dor.

No dia em que eu morrer, quero que queimem meu corpo e me espalhem no trajeto da Lancha da Carreira

e que aprendam a me ver entre Mar Grande e Salvador.

Não quero a presença de padre, rabino, monge ou pastor que nunca tenha tomado uma cerveja comigo

Não quero marca nesta terra além daquelas que deixei em vida

Não quero resumo ou epitáfio que limite numa frase aquilo que nem mesmo eu sei dizer quem fui.

Posted by Roberto de Pinho

4 comments

Ah, a inesquecivel lancha da carreira – que boa escolha! Eu tambem nao quero saber de vermes, terra e esqueletos: cinzas e mar sao uma combinacao bem mais divertida (por assim dizer…) – tens toda razao!

No dia em que eu morrer vai ter que ser feriado…

Quando eu morrer, eu quero o meu direito a um fim. Simples assim.

Quando eu morrer, eu quero o meu direito a um fim. Simples assim.

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