Para ouvir Elis

O melhor que poderia acontecer com Elis, a cantora, foi a morte de Elis, a pessoa. Para os seus parentes, amigos e familiares isto é certamente controverso, e talvez de gosto duvidoso. Mas que fique claro que falo do ente puramente conceitual, numa divisão tão bem perseguida pelo Édson e pelo Pelé.

Se viva, deveria melhorar, indefinidamente Não tem a desculpa de Pelé e de todo jogador de futebol que têm uma hora para parar. Por mais que eu aguarde, Gal não consegue repetir, em mim, o efeito que tinha antes. Cordas vocais, e sobretudo vontades também se cansam. Merecido descanso depois do muito realizado.

Mas se as cordas e as vontades cansam, a música pode ganhar com a complexidade que adquirimos, com as nossas tristezas e manias. Basta olhar esta música, em versão de Elis e de Sandy. Como bem disse Beto, a menina ainda tem que levar muito chifre se quiser chegar lá. Para ouvir Elis, recomendo começar pela versão dela, ouvir a de Sandy e depois voltar apara Elis, e depois silêncio.

Elis Regina – Atrás da Porta

Sandy – Atrás da Porta

Numa outra mostra de como um Big Mac pode ser útil para melhor saborear um Steak au Poivre, têm estas duas explicações sobre Web 2.0. Uma delas é poesia, a outra, aula chata. Confiram.

Web 2.0 … The Machine is Us/ing Us

Web 2.0

Posted by Roberto de Pinho

3 comments

OK, vamos lá… (suspiros).
Falam tanto de Elis, eu agradeço não ter nascido antes pra vê-la cantar ao vivo. Aquela voz chorosa extremamente melancólica e trêmula sempre me passou uma coisa muito ruim. Pra música de corno, acho até que sertanejo é melhor do que Elis.
Olhando o vídeo da Sandy no “Faustão”, percebe-se que 1) aquilo já tem um bom tempo (olha a cara do Júnior novinho!), 2)Ela foi pega de surpresa, como o Fausto sempre faz – ela até fala “ih, só sei imitar!”, portanto sabia da sua limitação 3) Ela estava nervosa por causa da “responsabilidade”. Não, não curto Sandy e Junior. Acho que ele deveria montar uma banda de boys estilo CPM ou Detonautas e procurar seu caminho. E ela deveria logo aceitar o convite da playboy e depois virar empresária, como a Luma de Oliveira, que sacou logo que não tinha talento pra arte e hoje é uma grande “businesswoman”.

Sobre a web 2.0, o primeiro vídeo é realmente emocionante, dinâmico, bonito. Mas parece mais um plano de MARKETING do que um informativo. Já o segundo se propõe justamente a dar mais detalhes de como as coisas funcionam, exemplificando e comparando sempre. Claro, o locutor poderia falar A MESMA COISA mas de maneira mais empolgante. Mas meu voto ainda vai pro segundo, em questão de informação ÚTIL (sim, sou um seguidor do papa Jakob Nielsen – o que não é ÚTIL PRA INFORMAR, tá sobrando, joga fora).

Se não capturo a minha platéia, não adianta ter informação. Se o YouTube tivesse este tipo de estatística, diria que muito mais gente esperou até o fim do vídeo “marketeiro” do que até o final do informativo. No final qual a informação que fica ?

Não sei se Seu Jacó sabe, mas a nossa memória é profundamente influenciada pelas nossas emoções. Dados associados a emoção são mais lembrados do que informação mostrada de forma estéril.

Quanto a Sandy na Playboy, assim seja !!!

A interpretação de Elis foi realmente pungente. Se eu já não gostasse de Elis, teria no mínimo sido inspirada a um grande respeito pelo ser humano e a artista que ela foi. Sou compelida a aplaudir esse vídeo, o que não acontece com Sandy, essa figura plastificada e asséptica que não cativa minha atenção, nem para mais, nem para menos.

Quanto aos outros vídeos, acho que eles se complementam. O primeiro serve para nós querermos saber mais sobre o assunto, para despertar nosso interesse naquela direção. O segundo, para obtermos mais informações, que não foram detalhadas no primeiro.

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