Nerd ? Geek ? Dork ?


Your Score: Pure Nerd


91 % Nerd, 43% Geek, 30% Dork

For The Record:

A Nerd is someone who is passionate about learning/being smart/academia.

A Geek is someone who is passionate about some particular area or subject, often an obscure or difficult one.

A Dork is someone who has difficulty with common social expectations/interactions.

You scored better than half in Nerd, earning you the title of: Pure Nerd.

The times, they are a-changing. It used to be that being exceptionally smart led to being unpopular, which would ultimately lead to picking up all of the traits and tendences associated with the “dork.” No-longer. Being smart isn’t as socially crippling as it once was, and even more so as you get older: eventually being a Pure Nerd will likely be replaced with the following label: Purely Successful.

Congratulations!

THE NERD? GEEK? OR DORK? TEST

Inacabado

Tem dias que tenho medo da beleza mas não de uma beleza qualquer

tenho medo da beleza escrita, cristalizada, pura e perfeita das palavras bem escolhidas

como o menino que fui e sou, fico deitado, protegido nas minhas cobertas fantasiando as mil maneiras de ser devorado pelo monstro que atrás da porta do armario, atrás da capa, após o link

tenho medo da piada mortal, de rir tanto, que em toda minha vida jamais possa encontar tal alegria

tenho medo de achar a canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças

tenho medo, sobretudo, de uma canção de amor que vá tocar num disco voador

Posso morrer de inveja e de fragilidade, se, por um acaso, aquilo que está ali traz aquilo que guardo como de mais pessoal, mais único, que me toca mais profundamente. Invejo não ter escrito antes, não ter pensando antes, frágil, invadido, por um alguém desconhecido que me conhece sem nunca ter me visto

Tenho medo de ler Gabo. Genial traidor, nos faz acreditar num outro ritmo, numa Macondo infinita, ao ritmo de ondas sem fim, mas que, ao virar da última página, acabam e nos abandonam, e o dia chegará, que não terei mais nenhum de seus livros, à minha espera, disponíveis, sussurando : em caso de emergência, leia-me

tenho medo de ter que terminar este texto.

Lewis Hamilton, portugueses que parecem burros e outros que de fato o são: uma pequena fábula darwinística

Quando duas populações distintas convivem mas não possuem grande troca e uma delas está sujeita a alguma restrição de ordem cultural ou social, os melhores potenciais serão encontrados na população sob o efeito da restrição.


Dada uma função objetivo, renda, por exemplo, e um conjunto de aptidões inatas dos indivíduos, que contribuam para atingir este objetivo (inteligência, sagacidade, carisma, habilidade motora etc), para que um indivíduo sobre restrições culturais ou sociais possa sobreviver em determinado habitat, ele precisa de potencial inicial maior.


Por exemplo, se vamos num country club, daqueles referidos por Marx¹, os filhos dos sócios serão naturalmente sócios, pouco importando suas habilidades inatas, mas um imigrante de qualquer origem, não será tão naturalmente aceito, precisando de muito mais habilidade e esforço para ser aceito entre os bens nascidos.


Assim, no momento em que retiramos alguém de um grupo que tenha historicamente sofrido restrições (mulheres, negros etc) ao desenvolvimento de seu potencial, e damos a ele toda a capacidade de desenvolver-se, ele, literalmente, passa na frente, como parece ser o caso de Lewis Hamilton, de família vinda de Granada, mas que recebeu treinamento igual aos seus pares na Fórmula 1.

Isto nos ajuda a entender um pouco o conceito de português burro, tão popular no Brasil. Afora, acredito, um uso da lógica que nos parece um pouco obtuso, mas talvez apenas mais preciosista ( – Tem horas ? – Tenho. ), pode haver também uma origem histórica. Quando D. João VI estabeleceu-se no Brasil, um dos requisitos dos mais importantes para fazer parte da corte, era, acredito eu, ser português. Assim, podemos imaginar que brasileiros que chegavam a adentrar os domínios do soberano, tendo passado por maiores dificuldades, fossem, portanto, mais hábeis que os que ali estavam por local nascimento. É óbvio que entre os portugueses haveria de serem encontrados aqueles de grande potencial e inteligência, mas perdidos entre um mar de parvos indivíduos.


Se prevalecem os imbecis, fica difícil encontrar ou mesmo reconhecer algo de interessante. Da mesma forma que, quando lemos os escritos da revista Veja, com o argumentos truculentos de Reinaldo Azevedo ou as leviandades de seus Mainardis, fica difícil prestar atenção em qualquer que seja o ponto de vista defendido pelos conservadores em nosso país, ainda que os argumentos sejam eventualmente válidos:

Jamais quis dizer que os conservadores são geralmente estúpidos. Quis
dizer que as pessoas estúpidas são geralmente conservadoras.

John Stuart Mill

1 – I don’t care to belong to a club that accepts people like me as members. Groucho Marx

Vinícius

A rosa de Hiroxima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

Vinícius de Moraes