Leis: Faça você mesmo

Na infância, quando passava tardes lendo enciclopédia, certamente eu não imaginei que um dia elas seriam escritas coletivamente. A Wikipédia é um sucesso. E mostra-se como uma ferramenta de busca de consenso. No entanto, há problemas : Para o conhecimento enciclopédico, nem sempre Vox Populi, Vox Dei, pois o senso comum pode estar errado, valendo a opinião do especilista. Outro problema, é a vulnerabilidade dos artigos ao mau uso. Bill Thompson comenta isto neste artigo na BBC.

No entanto, para a construção de leis, Vox Populi, Vox Dei, pelo menos para a Câmara dos Deputados. Ou deveria ser. Assim, motivado pelo comentário de um amigo, de que deveria haver um local para que as pessoas pudessem aprender sobre o nosso sistema político, resolvi falar sobre uma idéia que tem passeado em minha mente: Uma wiki-câmara.

Para leis, o esquema da wikipédia, com suas adaptações, pode vir a ser perfeito: não importa a opinião deste ou daquele especialista, o que vale é a vontade da maioria. O senado tem outra lógica e mantenho ele fora desta discussão.

Imagino uma evolução do Wiki onde haja votação dos artigos propostos e suas revisões ( leis e emendas, no vocabulário da câmara). Neste vasto mundo, talvez alguém já esteja trabalhando nisto. Na minha visão, no momento em um artigo atinja certo suporte e estabilidade, seria levado a uma votação, on-line e universal.

Problemas, eu vejo vários, mas pelo que lembro, existiu uma Internet Encyclopedia em meados dos anos 1990. A comunidade, a tecnologia ou o modelo de negócios aindas não estavam maduros e ela sumiu. No entanto, com a evolução do meio, a Wikipedia estabeleceu-se.

Peculiaridades, como a necessidade de integar leis no sistema jurídico, a revisão do orçamento, e outros , certamente merecem atenção. Mas não se pode dizer também que a atuação da Comissão de Constituição Justiça seja um exemplo de perfeição, pra ficar em um ponto.

Espero ainda ver isto acontecer.


O deputado sem caráter.


Alguém certamente achará um loop hole na minha argumentação, mas vale a tentativa. O melhor deputado ( Aurélio: 1.Indivíduo comissionado para tratar de negócios de outrem. ) possível não pode ter nenhum caráter. explico: suponhamos que um deputado seja, por motivo de crença, terminantemente contra a pena de morte. Acontece que seus eleitores são em sua maioria absoluta a favor. O bom deputado deve votar a favor, deve não ter respeito algum pelos seus princípios. Não concordo com a pena de morte, mas isto não vem ao caso. O importante aqui é : somos crianças a serem tuteladas por alguns que sejam mais expertos /espertos ou o que vale é a nossa voz ?

Mas observem o que eu disse algumas linhas acima : “O bom deputado … deve não ter respeito algum pelos seus princípios.”

Isto também não é uma definição apropriada para o bom criminoso ?

Vejam: Movimento Contra o Voto Secreto no Congresso Nacional

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Minha pesquisa no doutorado está em algum lugar em torno da visualização de conceitos. Por enquanto, nada melhor do que o ser humano para fazer isto de maneira surpreendente. e bonita.

Veja o que fazem neste blog: indexed

As Coisas

A necessidade de escrever já foi bem defendida por Rilke. Mas não lembro da sua defesa da necessidade de publicar. Publicar é tornar tangível e isto me motiva. Que esta publicação não leve a papel e tinta é menos importante. Quando algo só existe quando está no Google, este Blogger me serve. Outra motivação para este espaço é fugir da publicação científica do dia-a-dia. Aqui, falo e não provo, digo e não cite{alguém}.